Vagner Mancini faz time aumentar o aproveitamento de 25% para 72%

Ao vencer o Coritiba, o Leão chegou aos 13 pontos em seis jogos. Antes, em 16 rodadas, tinha feito apenas 12

Seis jogos, quatro vitórias, um empate e apenas uma derrota. Sete gols marcados e dois sofridos – nenhum deles fora de casa. Time que tirou a invencibilidade do líder Corinthians, em pleno Itaquerão, e um aproveitamento de 72%. O cenário é quase perfeito. Pena que só veio nas últimas seis partidas, quando o técnico Vagner Mancini assumiu o comando do Vitória.

Desde a chegada do treinador no clube – que coincidiu com a saída do diretor de futebol Petkovic e aconteceu uma semana depois do presidente Ivã de Almeida se licenciar do cargo – o Leão teve um aumento surpreendente no seu rendimento. Dos 18 pontos que disputou, somou 13: um a mais em relação ao que a equipe tinha feito nas primeiras 16 rodadas da Série A.

No período que antecede a chegada de Mancini, o time treinado por Petkovic (quatro partidas), Alexandre Gallo (11 jogos) e Flávio Tanajura (interino, que comandou apenas um jogo) teve um desempenho ruim. Dos 48 pontos disputados, só conseguiu 12. Venceu três jogos, empatou outras três e perdeu 10, o que rendeu um aproveitamento de somente 25%.

Mas não foi coincidência, nem sorte. Mancini meteu a mão na massa e fez os ajustes que julgou necessários na equipe. Testou Fernando Miguel e Caíque no gol e optou por manter a primeira opção como titular. Manteve Caíque Sá, que só estreou quase dois meses após sua contratação, no último jogo de Alexandre Gallo como técnico, e também alterou a ala esquerda, ao colocar Juninho de titular, na vaga que antes era ocupada pelo questionado Geferson.

Perdeu Willian Farias, que sofreu uma distensão no joelho, e foi feliz na escolha por Ramon, que é zagueiro, mas deu conta do recado e tem feito boa parceria com Uillian Correia. Além disso, mudou a base do meio-campo e passou a escalar Yago como seu homem de criação, ao lado da dupla de velocidade formada por David e Neilton. De quebra, acertou em cheio ao dar chance a Santiago Tréllez, artilheiro do time nesses seis jogos de Mancini como treinador – o colombiano marcou três vezes, enquanto Neilton balançou as redes em duas oportunidades e Kanu e Yago uma vez cada.

Coincidência ou  não, o Vitória só passou a engrenar quando teve uma base estabelecida. Com Alexandre Gallo, por exemplo, foram 11 partidas com 11 escalações diferentes. Mancini, por sua vez, repetiu o time nas duas últimas rodadas – o que não poderá fazer na próxima, contra o Fluminense, dia 10 de setembro. Diante do Coritiba, na segunda-feira passada, Yago foi expulso e Ramon recebeu o terceiro cartão amarelo.

Curiosidades
Desde que iniciou o Brasileiro, o Vitória só esteve fora da zona de rebaixamento em quatro rodadas: na estreia, quando alcançou sua melhor colocação nesse campeonato, em 13º, além da segunda, oitava e a atual rodada (22ª), quando ficou em 16º. Grêmio e Sport ainda jogam no sábado, mas o confronto não interfere na posição do Leão na tabela.

A zona, inclusive, foi frequente na vida do rubro-negro, que esteve entre as quatro piores campanhas do torneio ao fim de 18 das 22 rodadas que já disputou. Ou seja, o Leão esteve com a corda no pescoço em 81,8% das rodadas.

O número persegue o Vitória. Nesse Brasileirão, a posição que o time mais ocupou na tabela foi justamente a 18ª, onde esteve por nove vezes. A segunda mais frequentada foi a vice-lanterna, onde o time esteve em seis rodadas. Agora é se afastar cada vez mais.

Fonte: Fernanda Varela, Correio
Imagem destaque: Maurícia da Matta/EC Vitória