Três em cada dez brasileiros sentem insegurança ao lidar com dinheiro

Três em cada dez brasileiros admitem insegurança para gerenciar o próprio dinheiro, de acordo com um estudo realizado em todas as capitais pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).

Além disso, o estudo revelou que 45% da população admite não fazer um controle efetivo do próprio orçamento. Entre os que fazem controle, 28% utilizam o caderno de anotações, 18% a planilha de Excel e 9% aplicativos de celular.

Despesas básicas

Apesar disso, 59% desta parcela sentem dificuldades na tarefa. Falta de disciplina foi apontada como a maior vilã dos que não têm educação financeira.

Marcela Kawauti, economista-chefe do SPC Brasil, orienta que disciplina é fundamental: “O importante é anotar e analisar os registros, de forma que o consumidor identifique onde há sobras e onde o orçamento deve ser ajustado”.

A falta de disciplina é a principal desculpa para quem não controla o orçamento, com 34% de menções. Outros 15% não veem necessidade em registrar gastos, fazendo as contas apenas de cabeça, enquanto 11% justificam o fato de terem uma renda que varia de um mês para o outro.

A maior parte dos consumidores se considera autodidata para gerir o dinheiro. Quase 50% aprenderam sozinhos, enquanto 34% tiveram ensinamentos com a família. Os que aprenderam a gerenciar com o marido ou esposa são 14%, enquanto 9% fizeram um curso e 6% recorreram a especialista.

77% dos entrevistadospassaram situação de aperto financeiro e fizeram cortes em supermercados, lazer, beleza e pacotes de TV e internet. O percentual cresce para 87% entre os consumidores que têm entre 35 e 49 anos. Para reverter as dificuldades, 40% mudaram hábitos de consumo.

14% passaram a usar o cartão de crédito, outros 14% pediram dinheiro emprestado e 12% recorreram a empréstimos em bancos e financeiras. 92% anotam despesas básicas, como mantimentos, higiene, mensalidades escolares e contas da casa, como água, luz, condomínio e aluguel.

Fonte: Gabriela Albach, A Tarde
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