Sobre as perspectivas de um novo ano

Ano Novo, e logo dizemos o chavão, Vida nova. Algo só se constitui novo quando ou mudamos a coisa que está inserida no contexto ou modificamos nossa forma de lidar com ela, isto é, assumimos uma nova postura frente ao velho.

Considerando a dificuldade ou quase impossibilidade de modificarmos as coisas, as pessoas e, pior, suas ideias, devemos desenvolver uma salutar possibilidade de sobrevivência que se pauta na nossa autotransformação.

Esta sim é a forma eficaz, eficiente e efetiva de termos uma vida e saúde novas. As atitudes repetidas e iguais não nos conduzirão a resultados diferentes, parafraseando Einstein: “absurdo é acreditarmos que fazendo igual encontraremos resultados diferentes”.

A (trans)formação de atitudes é uma aliada importante no processo de melhoria, de felicidade e de construção de vida nova. Um fator determinante neste processo é buscarmos desenvolver a percepção de nós mesmos. Afinal, só poderemos modificar nossa forma de lidar com o mundo se cônscios das nossas atitudes, pudermos ressignificá-las quando elas quiserem se apresentar ou formos reagir frente a uma situação já conhecida. Nosso padrão de resposta é, em geral, repetir os modelos já experimentados.

Quando conseguimos (re)agir diferente em situação semelhante, podemos dizer que efetivamente estamos caminhando rumo a uma melhora do nosso eu profundo e da nossa capacidade de adaptação ao real. Darwin assevera que ‘quem sobrevive não são os fortes e sim os aptos’. Adaptar-se é, antes, uma questão de sobrevivência.

Conseguindo identificar o que somos e não nos submetermos ao que deveríamos ser,estaremos mais próximos daquilo que nos constitui enquanto humanos e, por conseguinte, poderemos aprimorar nosso ser. De outra maneira, cônscios deste ser que somos, das nossas sombras, projeções (ainda que seja este seja um processo ad infinitum, mas que precisa ser devidamente iniciado), estaremos mais propícios a relações diferentes com as pessoas, coisas e ideias.

Poderíamos arriscar dizer que iniciaremos, deste modo, uma relação mais próxima entre ego e Self ou, pelo menos, mais consciente. Esta, certamente, “é a parte que nos cabe neste Latifúndio”.

E que o novo nos acompanhe e incite a sermos melhores hoje do que ontem.

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