Machida conta com ambiente favorável para voltar a vencer após derrotas

Ele ganhou o carinho dos milhares de fãs, fez foto com a galera e até dançou carimbó em evento oficial do UFC para marcar território. Nascido em Salvador e criado no Pará, Lyoto Machida tem a chance de dar a volta por cima no octógono na noite deste sábado, 3, em Belém, no primeiro evento da história do UFC no Norte do Brasil.

O desafio será pelo peso-médio, contra o invicto americano Eryk Anders, o ‘demolidor de brasileiros’. A luta vai fechar a noite, que começa às 21h30 (da Bahia) – o card principal está programado para se iniciar por volta de meia-noite.

O evento ainda contará com a participação de Valentina Shevchenko, do Quirguistão, em sua primeira luta no peso-mosca. A brasileira Priscila Pedrita será sua adversária. O card terá Thiago Marreta, Deiveson Figueiredo, Polyana Viana e Marcelo Golm.

Pelo fim do jejum

Em má fase na carreira, o Dragão, como é apelidado Lyoto Machida, perdeu suas três últimas lutas neste dois anos e ainda pegou um gancho de 18 meses pro ter testado positivo no exame antidoping.

“Sábado [hoje] é o dia mais importante agora, dia que preciso dessa vitória”, afirmou ele, que pretende usar o ‘fator casa’ para findar o jejum de vitórias. Entretanto, Anders garante que também se sentirá à vontade. Primeiro, porque é casado com uma brasileira. Depois, porque está acostumado a derrotar lutadores do país. Rafael Sapo e Markus Maluko já foram suas vítimas.

Dono de um cartel de dez vitórias em dez lutas, o gringo de 30 anos fala um português fluente. Pelas redes sociais, ele disse que vai lutar na sua ‘segunda casa’ contra o ex-campeão meio-pesado. “Lyoto é apenas o próximo cara que eu vou enfrentar. Tenho que chegar lá, cuidar dos negócios e continuar subindo a escada do peso-médio”, disparou.

Nove anos mais velho do que Anders, Lyoto Machida soma 30 combates oficiais, tendo vencido 22 deles e sofrido oito derrotas. “Eryk Anders é um lutador completo, duro, com muito vigor físico, mas todos que estão no UFC têm seu mérito. Ele é duro, mas não tem nada de especial. Vem para cima e é aguerrido. Gosto deste tipo de luta”, analisou Machida, que sabe que nova derrota pode significar uma demissão do UFC.

O brasileiro aproveitou também para comentar as provocações do adversário – Anders afirmou não ter feito qualquer treino direcionado para o ‘estilo Lyoto’ de lutar: “é ele quem precisa fazer uma preparação específica para me enfrentar”, cutucou o norte-americano. “Não levo para o lado pessoal, mas para o profissional. Eu treinei bastante e vou dar meu melhor para sair com a vitória. Passei por um momento muito difícil e quero me superar, quero vencer essa barreira”, retrucou Machida.

Fonte: Aurélio Lima, A Tarde
Imagem destaque: Filipe Bispo | Futura Press-Estadão Conteúdo