Instrumentos alternativos são fabricados em oficina promovida pelo Neojiba

Canos de PVC produzem ruídos apenas em obras e instalações hidráulicas. Esta afirmação poderia ser verdadeira se não fosse uma ação desenvolvida pelo projeto social Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia (Neojiba), o Atelier de Lutheria de Plástico. Uma oficina de fabricação de instrumentos alternativos será encerrada nesta terça-feira (14), determinando quais das criações formarão os kits que serão distribuídos para projetos parceiros do Neojiba em municípios pelo interior do estado, visando à iniciação musical de crianças e adolescentes.

A ação – que marca o início de uma nova fase do Orquestra Plástica da Bahia, projeto que conta com o patrocínio do programa estadual Fazcultura e da multinacional Braskem – foi liderada pelo luthier e multi-instrumentista Fernando Sardo, que capacitou coordenadores e aprendizes dos Ateliers de Lutheria de Plástico de Simões Filho e de Angical, no oeste baiano, por meio da experimentação, pesquisa e desenvolvimento de novos instrumentos. “O material produzido precisa facilitar o aprendizado de quem está dando os primeiros passos musicais”, salienta Fernando.

Instrumentos que produzem sons semelhantes a violinos, bandolins, flautas e trompetes foram fabricados e passarão a integrar um kit, que será distribuído, em cerca de seis meses, para projetos parceiros do Neojiba. De material barato e simples de tocar, esse grupo de peças é uma demanda dos professores de música. De acordo com o coordenador do Atelier de Lutheria de Plástico de Simões Filho, Alan Jonas, “os instrumentos de sopro, surgidos da necessidade pedagógica, são a grande novidade deste terceiro ano de Orquestra Plástico”.

A Orquestra Plástica é um projeto de desenvolvimento e difusão de uma tecnologia social, que capacita adolescentes e jovens no ofício da lutheria, articulando por meio da música os campos da sustentabilidade e da inclusão socioprodutiva. Murilo Júnior, aprendiz avançado do Atelier de Lutheria de Plástico de Angical, conta que “é difícil comprar instrumentos na cidade que e aprender essas novas técnicas com um material tão acessível vai ajudar na disseminação da técnica da lutheria entre os jovens da região”.

Fonte: Secom-Ba
Imagem destaque: Paula Fróes/GOVBA

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *