Então, é NATAL!

Ufa! O ano de 2016 não passou “correndo”, mas passou como um meteoro. Aconteceram tantas coisas em um único ano. Sim, vivemos uma grande crise. Vivemos momentos de muita apreensão e angústia. O mundo está em crise, as pessoas estão em crise. Na verdade, são muitas crises.

Nossa crise humanitária é enorme. Muito ódio e propagação desse discurso, além de disputa de poder, mas bem pouco amor e compreensão. Em 2016, com a crise política que assolou nosso país, vivemos uma verdadeira guerra entre amigos, parentes e vizinhos. Parecia que vivíamos em um filme de faroeste, era matar ou morrer. Não existia diálogo, não existe diálogo. Hoje, sem diálogo, todos perderam: acumulamos escândalos e a economia não melhorou. Ao meu redor, não vejo ninguém confortável com essa situação.

A humanidade está em crise. Temos o maior deslocamento de pessoas em razão de guerras ou perseguições desde a Segunda Guerra Mundial. O nacionalismo e o fascismo afloram mundo afora e produzimos mais ódio e exclusão. São tempos sombrios. Triste tempo.

Mas é Natal. O clima de confraternização está no ar. Os centros de compras e supermercados estão lotados, todos convergindo para uma só meta: comemorar o Natal. Presentes, comida farta, confraternização e fé, mas nem tudo são flores – ou árvores de Natal. O ano foi pesado, estressante e de muita tribulação para o país, a angústia de termos direitos conquistados retirados está na nossa porta. Chegamos ao ponto de termos os gastos e investimentos com saúde, assistência social e educação congelados e limitados pelos próximos vinte anos. Que futuro aguarda o nosso povo? Que futuro aguarda os trabalhadores que hoje gastam seus abonos natalinos na compra de presentes?

Tempos difíceis. Mas é Natal e um novo ano se aproxima. Com eles, renovamos as esperanças.

 

Precisamos humanizar nossas vidas. Façam mudanças, movimentem suas vidas.

Definitivamente estamos envoltos em uma vida muita complexa, talvez falte percepção do ano que passou. Talvez a gente precise tropeçar na mesma pedra várias vezes para entender o que realmente foi importante em 2016. Jogar fora o que incomoda, agregar mais o que traz felicidades. Mas agregar na medida certa. Acumular não traz felicidade. Não precisamos trazer uma bagagem pesada na vida, nem de coisas, nem emoções doloridas e que trazem mágoas. Precisamos viver.

Precisamos doar o que não nos faz mais feliz, mas pode agradar outra pessoa. Dividir, doar, presentear, dar atenção, estar presente na vida dos outros, até mesmo na vida daqueles que não conhecemos. Precisamos humanizar nossas vidas. Façam mudanças, movimentem suas vidas.

Minha promessa de 2017? Olhar para meu eu e saber minhas verdadeiras necessidades, ter uma vida mais calma, mais simples, alocando os recursos emocionais para agregar alegria e satisfação, mas sem esquecer que não estou sozinha no mundo. Ter em mente que o outro importa – tanto quanto eu – e que devo me colocar em seu lugar.

Então, agora que o ano novo se aproxima desejo a todos uma vida mais delicada e simples. E, por último, que os tempos sombrios se dissipem no Brasil e no mundo.

 

 

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