Com sal grosso e arruda, Leão tenta acabar com jejum em casa hoje

O tema já está batido, chato e repetitivo, mas o mistério segue sem uma resposta: afinal, por que o Vitória não consegue mais ganhar no Barradão? Para que esse assunto finalmente chegue ao fim e a história mude de curso, o rubro-negro precisa quebrar esse jejum. A nova oportunidade para isso é vencer o Atlético-PR, adversário desta quinta-feira (19), às 19h.

O torcedor pode até não ter fé em superstições, mas, na dúvida, não custa nada arriscar. O meia Yago conta que a torcida rubro-negra está empenhada em pedir uma forcinha extra para que a má fase em casa, finalmente, vá embora. Ele, por exemplo, tem recebido presentes inusitados. “É o que mais acontece, viu? Acontece bastante aqui. O pessoal gosta dessas superstições. No aeroporto mesmo, uma mulher entregou uma folha de arruda, um sal grosso. Mas isso aí a gente deixa para o torcedor. Temos que fazer o nosso trabalho dentro de campo”, comentou o atleta.

Nem o técnico Vagner Mancini escapa do olhar supersticioso. O treinador usou a mesma camisa roxa em todos os jogos que o Leão fez como mandante sob seu comando. Seria ela a azarada? “Nunca tinha reparado nisso. Mas se for a questão, nós podemos conversar com ele (risos). Independente disso aí, a gente tem que fazer merecer dentro de campo. Isso eu nunca tinha reparado, mas vou começar a reparar”, brincou Yago.

Com Mancini, o Vitória fez cinco jogos em casa: perdeu de Avaí, São Paulo e Sport, empatou com o Fluminense e ganhou da Ponte Preta. O aproveitamento é de 27%, próximo do geral do Leão como mandante na Série A, de 21%. O último triunfo rubro-negro em casa foi no dia 2 de agosto, 3×1 na Ponte Preta, pela 18ª rodada.

Apesar do tom bem-humorado, o camisa 77 admite que fica incomodado com o desempenho do time no Barradão. “É uma questão que está nos incomodando bastante. Todo mundo tem tocado nesse assunto. A gente tem conversado, está ciente do que tem que fazer. Sabemos que aqui somos fortes. Os últimos resultados não foram bem vindos, mas temos jogado bem. Não é um jogo que a gente tem deixado a desejar, jogando mal”.

Por superstição, cautela ou apenas opção, o técnico Vagner Mancini fechou os portões do Barradão no treino de quarta (18). Os nomes dos atletas escalados só serão divulgados nos vestiários, mas o time deve ser o mesmo que empatou com o Santos por 2×2, no Pacaembu. Ou seja: Caíque, Caíque Sá, Ramon, Wallace e Juninho; Fillipe Soutto, Uillian Correia e Yago; Neilton, Tréllez e David.

Os desfalques estão certos. Fernando Miguel, que chegou a ser escalado como titular na rodada passada e acabou vetado de última hora, ainda não se recuperou de uma fascite plantar (inflamação na sola do pé) e segue vetado. Além dele, estão fora o zagueiro Kanu, que trata uma inflamação no joelho, e o atacante Kieza, que se recupera de uma cirurgia. Por outro lado, André Lima, artilheiro do time no ano, com 13 gols, retorna de suspensão.

Retrospecto
Já que o papo é a parte mística da história, uma boa notícia. Como mandante, o Vitória enfrentou o Atlético Paranaense 13 vezes na Série A. Venceu oito, empatou três e perdeu duas, sendo a última vez em 2004.

Além disso, o Furacão não vive boa fase no Brasileiro. O time está há quatro rodadas sem vencer – foram três derrotas e um empate. No returno, dos nove jogos que fez, só ganhou dois.

Boa chance para o Leão começar a se livrar da marca de pior mandante. Até agora, o time só venceu Atlético-MG e Ponte Preta em casa. Foram nove derrotas e três empates.

Fonte: Fernanda Varela, Correio
Imagem destaque:  Maurícia da Matta/EC Vitória