Bahia arranca empate do Palmeiras na estreia de Carpegiani

A história de Paulo César Carpegiani no Bahia começou nesta quinta-feira, 12, numa gangorra de perspectivas. Por conta de um início de jogo aterrorizante no Pacaembu, o time saiu perdendo por 2 a 0. No entanto, se não mostrou tanta evolução tática apesar dos seis dias de treinamentos intensos comandados pelo novo técnico, esbanjou poder de reação ao dominar o tempo complementar e buscar a igualdade.

O resultado final de 2 a 2 fez o Tricolor deixar a ‘portaria’ do Z-4, posição em que estava antes de a bola rolar. Agora está em 14º, com 32 pontos, apenas um acima da zona de rebaixamento. Ou seja, o sofrimento continua.

E o próximo desafio dentro desse martírio é o confronto com o líder Corinthians, melhor visitante do campeonato, na Fonte Nova. Na partida de domingo, 15, às 18h, Carpé poderá contar com os retornos de Tiago, Thiago Martins, Edson Matheus Sales e Allione.

Gol precoce

A marcação por pressão que o Palmeiras normalmente usa nos instantes iniciais das partidas logo deu resultado no jogo desta quinta. Aos dois minutos, o volante Renê Júnior – aparentemente sem ritmo após ficar um mês sem atuar por conta de uma lesão – vacilou e acabou desarmado por Bruno Henrique. Ele abriu para Deyverson, que cruzou, Moisés desviou e Willian completou de carrinho.

O gol precoce animou ainda mais o Verdão. Com incrível ímpeto no ataque à saída de bola tricolor, o time paulista não deixava o Bahia respirar. Até ultrapassar a linha do meio-campo mostrava-se tarefa árdua. Em compensação, o Palmeiras não era capaz de traduzir sua superioridade em mais chances de balançar a rede.

E, quando relaxou um pouco na marcação, viu o Esquadrão se assanhar. Aos 18 minutos surgiu a oportunidade inaugural. Mendoza recebeu de Juninho Capixaba e chutou forte para Fernando Prass defender com o pé. Em seguida, aos 22, Mendoza cruzou em cobrança de falta e a bola sobrou para Vinícius, que mandou a bomba. Prass espalmou.

Foi justamente no momento em que o Bahia parecia se encontrar que o Palmeiras chegou ao segundo gol em contra-ataque bem iniciado por Bruno Henrique, aos 38 minutos. Ele aproveitou o buraco no meio-campo tricolor, avançou e tocou para Deyverson, que cruzou. Tchê Tchê ajeitou de peito e Willian furou. A sobra ficou com o próprio Bruno Henrique, e o volante não perdeu a chance.

Parecia claro que o Tricolor definharia de vez com o segundo tento sofrido, mas uma série de erros bobos de Prass já nos acréscimos reacendeu a esperança. Primeiro, em chute fraco de Vinicius, o veterano goleiro ofereceu escanteio ao Bahia. Mendoza cobrou, Prass hesitou na saída do gol e Edigar Junio testou para a rede.

O Esquadrão foi colocado de volta no jogo. E iniciou o segundo tempo disposto a fazer jus ao presente. Ameaçou logo aos cinco minutos em boa jogada individual de Zé Rafael, entretanto, deixou o ritmo cair na sequência. Porém, o Palmeiras estava tão devagar que o Bahia percebeu a boa oportunidade que tinha de buscar a reação. Com as entradas de Rodrigão e Régis, voltou a atacar na parte final do embate.

Aos 31 minutos, Edigar Junio parou em Prass. Aos 35, Rodrigo Becão pegou sobra de cobrança de escanteio e chutou tão mal que quase surpreendeu e marcou. Um minuto depois, foi Juninho quem chutou para Prass defender.

Aos 43, não teve jeito. O Tricolor chegou ao merecido empate em cobrança de pênalti. Mendoza foi derrubado na área por Róger Guedes e Edigar Junio partiu para bater. Mandou no cantinho e trouxe bons ares para a ‘Era Carpegiani’ no Bahia. Que só não são ainda mais puros porque Régis não conseguiu chegar inteiro na bola para decretar a virada aos 49.

Fonte: A Tarde
Imagem destaque: Rodrigo Gazzanel l Estadão Conteúdo

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